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Financiar ou pagar à vista?

2 de outubro de 2018

Especialistas dão as melhores dicas para você lidar com as finanças de acordo com a situação e com o seu bolso

Você passa em frente à loja que mais adora e se depara com aquele vestido ma-ra-vi-lho-so, que não sai da sua cabeça. O primeiro passo é entrar, experimentar, olhar no espelho e ter a certeza de que a roupa foi feita para você. Quando a vendedora diz o valor, você fica na dúvida se paga à vista, e se livra de uma vez da dívida ou parcela no cartão e vai pagando aos poucos, por alguns meses.

Para qualquer decisão de compra, o consumidor deve ficar atento a um detalhe: a taxa de juros (que existe sempre, mesmo que embutido no valor repassado ao consumidor). Se ela for mais alta do que o investimento, deve-se pagar à vista. Se for menor, pode-se comprar parcelado. Mas claro que isso vai depender do bem que irá adquirir, e da quantidade de receita disponível.

Os mais sonhados

Com os investimentos do governo nesta área do consumo, por meio da maior facilidade na hora de parcelar, muitas pessoas puderam transformar em realidade um sonho de anos. Seja ter um carro, um apartamento, e até uma roupa cara. Tudo isso se torno mais fácil.

No caso de um carro, o economista e professor de economia da ESAMC-Santos, Reinaldo Clementino de Souza, aconselha pagar à vista. “Isso se conseguir um desconto igual ou superior aos juros e encargos do financiamento”, explica.

Já para comprar um apartamento, é preciso analisar a situação financeira e as características do imóvel, como localização, impostos e etc. “Se possuir o dinheiro em mãos é sempre melhor comprar à vista com desconto, pois o poder de barganha nesse caso é enorme”, comenta Richard Rytenband, professor, economista pela PUC-SP (Pontifícia Universidade Católica de São Paulo) e especialista em investimentos e métodos quantitativos pela FGV (Faculdade Getúlio Vargas). Porém, é importante lembrar que o financiamento às vezes é a única opção.

Perigo, perigo!

Então, se a solução for dividir, é preciso levar em conta que as parcelas podem se acumular e gerar um transtorno financeiro indesejável. Por isso, o planejamento é mais que necessário. Além disso, é importante ficar atenta aos gastos que podem vir por aí a partir dessa compra. Um carro, por exemplo, tem gasolina, seguro, IPVA, e muitos outros detalhes. Um imóvel, então, nem se fala!

Os especialistas indicam

Se a decisão é realmente comprar aquele carro, apartamento ou até mesmo renovar o armário, a dica dos profissionais é sempre pesquisar e comparar preços antes de arrematar qualquer coisa.

Sem esquecer que ler todas as cláusulas contratuais e estar atenta aos encargos de financiamentos é regra básica para compras cujo valor é muito alto. “No caso de um imóvel, é bom calcular se compensa morar de aluguel enquanto se junta dinheiro para adquirir à vista. E levar em conta, também, se a família vai aumentar de tamanho”, aponta Rytenband.

Renata Alarcon

Renata Alarcon

Publicitária, Palestrante, Escritora e Fundadora do Armário Feminino, A 1a. TV Digital para a Mulher. São mais de 10 anos dedicados a produzir conteúdo, mais de 7 milhões de visualizações por mês e mais de 2 milhões de reais investidos. Muito amor e energia aplicados em ajudar milhares de mulheres.

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