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Pequenas e maquiadas

Cada vez menores, as meninas querem usar os produtos que as mães passam no rosto, mas é preciso tomar muito cuidado antes de ceder aos pedidos

Depois daquela noite de sono mal dormida, ao olhar no espelho, as olheiras estão enormes, os olhos fundos, e até a pele parece mais amarelada do que o normal. A solução é hidratar e depois recorrer à maquiagem, que pode modificar completamente o rosto com somente alguns produtinhos. É aí que a sua filha entra no banheiro e, já com o uniforme da escola começa a se interessar pelas “pinturinhas”.

Apesar do interesse da criançada, a mãe deve ser firme na hora de negar o uso de maquiagem. Alguns especialistas indicam que a garota deixe o rosto sem os aditivos até a primeira menstruação, ou seja, por volta dos 11 anos e 12 anos. Além disso, muitos comerciais aguçam as meninas por conta do apelo em relação à vaidade, e assim, a busca pelos produtos acaba se tornando cada vez mais precoce.

Como começar
É importante que a criança saiba que maquiagem também é responsabilidade, e quanto mais cedo começar, maior será os cuidados com a limpeza, tonificação e hidratação da pele antes e depois de aplicar os produtos. “Estes são os cuidados básicos, que podem evitar complicações no futuro, tais como o envelhecimento precoce”, recomenda Daniela Gregório, da rede Sapporo Hair no Shopping União, em Osasco. Para as pequenas, um batom – especial para crianças – é o máximo para não ter problemas. De qualquer forma, é sempre aconselhado manter a ida periódica ao dermatologista.

Especial para crianças
Além disso, o ideal é sempre procurar por produtos específicos, que são hipoalergênicos e tem menor risco de provocar reações negativas. Aqueles kits coloridos que vêm em embalagens plásticas e sombras em forma de flores muitas vezes não são confiáveis para entrar direto em contato com a pele da criança. “As maquiagens desses ‘brinquedos’ não passam por avaliação de órgão de certificação, e não há garantia sobre quais substâncias são encontradas e se são seguros para o uso humano”, explica Carlos Rodrigo Miranda, especialista em dermatologia pelo Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

Problemas de acne
Agora, se a criança já cresceu, virou uma adolescente que está entrando na fase de espinhas, cravos e outros tipos de problema de pele, é preciso um cuidado especial e acompanhamento dermatológico. Muitas vezes é preciso suspender o uso da maquiagem. Além disso, é bom ficar atenta sobre a forma de remover o produto da pele. Cremes ou loções demaquilantes são essenciais para a higiene, e também para não deixar os poros tampados, o que pode piorar a situação no caso de uma acne, por exemplo. “E não necessariamente a alergia aparece na hora que usa o produto. Pode ocorrer anos mais tarde”, alerta o médico.

Foto: weheartit.com 

 
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