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Gotinha importante

Vacinar o bebê desde o seu nascimento, seguindo as orientações dos pediatras e do Ministério da Saúde é fator primordial para manter a saúde do pequeno longe de determinadas enfermidades para o resto da vida

Foi dada a luz a um lindo bebê. A partir de agora, ao longo de pelo menos 15 anos ele será dependente de você e de seus cuidados. E isso envolve a carteirinha com nomes diferentes que os pais recebem logo após o nascimento da criança.

É BCG, Tetravalente, Poliomielite, entre tantas outras palavras engraçadas, mas que devem ser levadas muito a sério. Afinal de contas, estamos falando das vacinas, que devem ser aplicadas conforme a idade do pequenino. “Eu diria que a vacinação, depois da água tratada, é uma das principais ações que se pode fazer para evitar determinadas doenças”, aponta Antonio Carlos Turner, pediatra e coordenador do Serviço de Pediatria do Hospital Balbino, no Rio de Janeiro.

Mas esse cuidado não pode ser levado a sério apenas quando criança. Manter as vacinas em dia e o cumprimento do calendário é muito importante para que a imunização seja completa. “É muito importante que não se atrase as vacinas, pois pode comprometer as outras já administradas”, recomenda o pediatra.

Conheça as vacinasBCG ID: é a vacina de prevenção da tuberculose. De dose única e dada à crianças com no mínimo dois quilos, o BCG confere cerca de 50% de proteção para todas as formas da doença. Além disso, está no calendário de vacinação da rede pública de saúde da criança.

Hepatite B: aplicada em três doses através de injeção, essa vacina imuniza contra a hepatite B. A primeira dose deve ser aplicada com o bebê ainda na maternidade, e as outras duas doses devem ser aplicadas com intervalos de 30 e 180 dias, respectivamente.

Tríplice bacteriana: protege contra a difteria, tétano e coqueluche. Encontrada na Rede Pública de Saúde, é uma vacina aplicada em cinco doses entre dois meses e seis anos de idade.

Hemófilos tipo B: previne contra doenças invasivas como a meningite (doença em que as membranas que envolvem o cérebro inflamam). Aplicada em quatro doses, esta vacina é dada desde o 2º mês de nascimento do bebê até seu 18º mês.

Poliomelite: imuniza contra a paralisia infantil. A VIP é o tipo de vacina injetável oferecida em clínicas especializadas que usa o vírus em um estado inativado. A aplicação é de três doses e um reforço.

Rotavírus: protege contra a diarréia por rotavírus e é aplicada em duas doses entre o 1º e o 5º mês de vida do bebê. As crianças que não receberem a primeira dose não devem tomar a segunda. Além disso, se o pequeno tiver a reação de vômito após a vacinação, não se deve repetir a dose.

Pneumocócica conjugada: protege de bactérias do tipo pneumocóco, que causam doenças como meningite e pneumonia. Esta vacina deve ser dada no primeiro ano de vida do bebê, dividida em três doses e um reforço.

Meningocócica conjugada: protege contra a bactéria meningocóco C, que causa meningite em crianças de até quatro anos. A aplicação é feita em duas doses e um reforço desde o 3º até o 15º mês de idade.

Influenza (gripe): é a famosa vacina contra a gripe. Depois da aplicação, ainda é possível ter gripe, mas com menor gravidade. É preciso ficar atenta à duração da proteção também, já que o vírus da gripe pode mudar suas características em um curto período de tempo. Por isso, é necessário tomar a vacina todo ano.

Poliomelite oral: esta vacina contra a paralisia infantil induz a formação de anticorpos contra o vírus da poliomelite. A aplicação é feita em três doses (2, 4 e 6 meses) e o reforço aos 15 meses de idade (com intervalo mínimo de seis meses após a última dose).

Febre amarela: contra a doença já citada, deve ser aplicada aos nove meses de idade (se estiver ocorrendo surtos de febre amarela, a vacinação deve ser realizada aos seis meses), e é indicada para residentes ou viajantes para as seguintes áreas: estados do Acre, Amapá, Rondônia, Goiás, Minas Gerais, entre outros. Gratuita, deve estar disponível em qualquer período do ano nos postos de saúde.

Hepatite A: protege contra a inflamação do fígado, se o órgão for atacado pelo vírus, transmitido através da ingestão de água e alimentos contaminados. Aplicada somente após o primeiro ano de vida, é realizada por meio de injeção em duas doses e está disponível apenas em clinicas especializadas.

Tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola): protege contra o sarampo, a caxumba e a rubéola, e é aplicada em dose única aos 12 meses de idade. Também necessita de um reforço, que deve ser aplicado entre 4 e 6 anos e está disponível na rede pública de saúde.

Varicela (catapora): previne contra a catapora, doença viral comum na infância. Uma única dose propicia de 70% a 90% de proteção, mas é recomendada a segunda dose para que o fator de proteção aumente e chegue perto dos 100%.

HPV: esta vacina previne o câncer do colo uterino e é uma forma de precaver o vírus do papiloma humano. É mais eficaz se tomada antes do início da vida sexual da mulher e pode ser aplicada a partir dos nove anos de idade em três doses.

Tríplice bacteriana acelular do tipo adulto: imuniza contra a difteria, coqueluche e tétano. Esta vacina em especial tem uma composição adequada para adultos, usada como reforço após a infância e a cada dez anos.



Foto: Divulgação
 
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