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Cuidado e atenção

O Dia Internacional da Síndrome de Down marca a comemoração da luta pelos direitos e por um espaço na sociedade de quem enfrenta a síndrome

Desde 2006, o dia 21 de março foi instituído pela Down Syndrome International como o Dia Internacional da Síndrome de Down. A data escolhida para comemorar não foi por acaso. Segundo a Associção, os números 21 e 3 fazem uma alusão à causa da síndrome: a trissomia do cromossomo 21.

Neste ano, a data, que conta com o apoio de mais de 180 países, passa a fazer parte do calendário oficial da ONU (Organização das Nações Unidas), aumentando ainda mais a repercussão da causa. E toda a comemoração pretende trazer à sociedade questões como a participação do Down na vida social e pública da sociedade, a luta contra o preconceito, além de incentivar as pesquisas médicas e científicas sobre a síndrome.

Causas
A Síndrome de Down é resultado de uma alteração genética causada pela presença de um cromossomo a mais no par 21. Essa alteração determina algumas características físicas e cognitivas. Crianças com a síndrome estão mais suscetíveis a certas doenças, como problemas oftalmológicos, auditivos, dentários, na região cervical, entre outros. Tudo isto devido à baixa imunidade. Além disso, crianças com Síndrome de Down podem apresentar dificuldades na fala e comprometimento intelectual, além de algumas características físicas como rosto arredondado e olhos puxados.


O número de casos no Brasil chega a ultrapassar os 300 mil, e a probabilidade é de que a cada 1000 nascimentos, uma criança apresente a síndrome. Esta possibilidade varia com a idade da mãe, já que quanto mais velha a mulher engravidar, maiores são as chances de ter um filho com a Síndrome.
Apesar de não ter cura, o avanço da medicina possibilitou que a pessoa com Down vivesse muito mais tempo do que antigamente. A expectativa de vida em 1947 era de 15 anos, hoje existem pessoas que vivem até os 70.

Inclusão
Hoje em dia, a criança que sofre da síndrome é muito mais aceita na sociedade, porém a falta de informação pode gerar preconceito. “Quando uma criança que não sofre da síndrome convive com uma criança Down desde pequena, ela entende que não é uma doença contagiosa e que independente da síndrome, todo mundo é igual”, explica Vanderléia da Silva, professora da APAE.

Toda pessoa tem direito de participação plena na sociedade, seja por meio da escola ou do trabalho, é essencial que quem sofre da síndrome participe e tenha voz na sociedade para que possa desenvolver sua própria identidade. Porém, a inclusão ainda tem alguns problemas que precisam ser resolvidos o mais rápido possível.

Segundo Vanderléia, a maior dificuldade que as crianças com a Síndrome de Down encontram ao ingressarem em uma escola da rede regular de ensino é a falta de preparo e acompanhamento necessário para o seu aprendizado. “As escolas não estão prontas para receber crianças especiais e não proporcionam um preparo adequado para os professores poderem fazer um acompanhamento decente a essas crianças.
A inclusão, se feita de forma correta, pode trazer grandes benefícios para quem sofre da síndrome. Seja para quebrar preconceitos ou para ajudar o desenvolvimento pessoal e social da criança, é essencial que ela faça parte da sociedade e mostre para todo mundo que ela é sim uma criança normal”, conta a professora.


Foto: weheartit.com
 
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