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Prático e perigoso

Alimentar animais de estimação com restos de comida pode ser perigoso e causar doenças, desde obesidade até ferimentos internos

No desenho animado apresentado pelo gatinho laranja chamado Garfield, é ele quem manda em seu dono, e alimenta-se de tudo quanto é comida para humano. Já na vida real, eles pedem, imploram, abanam o rabinho e nós damos. Mesmo sendo considerada uma economia dar restos de comida para os animais de estimação, esse hábito pode ser um perigo para a saúde de cães e gatos. “O alimento não é só pra encher a barriga do animal, mas para saciar as necessidades nutricionais dele. Não é só dar um arroz com feijão e carne moída, é preciso dar vitaminas e sais minerais nas quantidades que o porte físico e os hábitos dele pedem”, explica Yara Gurian, veterinária da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo).

Cão é cão
A alimentação de cães e gatos com comidas para humanos é um dos principais motivos de obesidade entre os animais, além de poder causar danos à saúde bucal dos bichinhos. Outro problema em dar qualquer tipo de alimento para eles, são as especificidades de cada organismo.

Os gatos são carnívoros mais estritos que os cães, assim precisam de uma maior quantidade de carne e proteínas em sua alimentação. Um cachorro adulto necessita de 16,5% de sua dieta baseada em proteínas, já os gatos precisam de 24% desta substância. Uma alimentação incorreta nos bichos de estimação pode causar uma série de distúrbios grastrointestinais e até uma pancreatite.

Ameaça nos alimentos
Outro grande mau hábito entre os donos de animais é lhes dar ossos de frango, porco e boi, imaginando fazer a alegria dos bichinhos. O que parece motivo de satisfação pode virar uma grande dor para o animal e um desespero para seu dono.

Ossos bovinos crus, ou mesmo cozidos, podem transmitir doenças aos cães, já ossos de galinha e de porcos são ainda mais perigosos, pois se quebram em partes pontiagudas quando mastigados e podem causar sérios ferimentos ao sistema digestivos dos animais.

Comida saudável
“O alimento adequado garante um sistema imunológico resistentecom energia”, afirma Angélica Góes, dona de uma clínica veterinária em São Paulo e formada pela USP (Universidade de São Paulo). E o alimento adequado são as rações, que se dividem em três tipos: secas, semi-úmidas ou úmidas. “A ração seca normalmente custa menos e tem um prazo de validade mais extenso. Alimentos semi-úmidos e úmidos são mais palatáveis e fáceis de mastigar, sendo os mais indicados para cães idosos e filhotes”, explica Angélica.

O ideal é escolher o tipo e a marca da ração para o seu cão ou gato de acordo com a saúde, idade, porte físico e atividades feitas pelo animal no dia a dia. “Dar qualquer coisa pode ser muito prático, mas esse barato pode sair muito mais caro depois. Não só pro bolso, mas pro coração também”, finaliza Angélica.

 
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