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Com as dívidas sempre em dia

Parcelamentos a perder de vista, inflação e consumismo são os principais vilões do orçamento familiar. Como resolver esse problema e retomar o controle do destino do seu dinheiro?

Quanto você ganha por mês? Essa pergunta é fácil responder. Mas, e quanto você gasta por mês? Essa questão é o que aflige diversas famílias brasileiras. De acordo com dados da Serasa Experian, a inadimplência do consumidor brasileiro subiu 29,2% em agosto, em relação ao mesmo período de 2015. Para não se afogar em dívidas e, principalmente, manter o controle dos seus gastos, é preciso muito auto-controle e disciplina.

A tentação
O crédito fácil e produtos que podem ser parcelados a perder de vista enganam os consumidores. A alta da inflação somada a essas condições tem endividado cada vez mais pessoas. “É preciso ficar atenta aos juros. Não existe essa coisa de ‘20 vezes sem juros’. Ele está ali sim, mas está embutido, ou numa entrada, ou em alguma taxa extra. Esse tipo de anúncio é que leva o consumidor a cair na tentação”, afirma Vanessa Ramos, consultora financeira do Banco Santander.

A salvação
Uma das soluções mais eficazes para descobrir onde está o problema nos seus gastos é colocando-os no papel, listando tudo o que você e sua família consomem e utilizar uma planilha em programas como o Excel, que podem ajudar muito na visualização do problema.

De acordo com Newton Ceccon, da consultoria Dtcom, é preciso reunir todos os valores recebidos e gastos no mês. A partir daí, faça uma tabela simples no Excel, com a data de movimentação, local, valor e se o pagamento foi feito com cartão ou dinheiro, à vista ou parcelado. “Para a realização da tabela, basta clicar em cima da célula e digitar os dados. No final do mês, basta clicar em cima do ícone autosoma e ver se o que foi gasto é menor, igual ou maior do que entrou”, explica Ceccon. Com esses detalhes em mãos, fica muito mais fácil enxergar onde está o vazamento e o que deve ser feito para colocar o seu orçamento de novo em ordem.

"A família padrão brasileira gasta 30% em habitação e moradia, 25% em alimentação, 12% em saúde e cuidados pessoais, 8% em educação e cultura. E mais 15% em transporte, 5% em vestuário e 5% em despesas diversas\", explica Luís Carlos Ewald, professor de Economia da Fundação Getúlio Vargas.

Para se manter dentro deste padrão, mais do que qualquer planilha, é preciso muita atenção, auto-controle e principalmente disciplina. 




Foto: StockPhotos
 
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