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Malhação circense

Cresce o número de mulheres que encontram nas aulas de circo uma nova forma de manter o corpo em dia

Durante as apresentações de malabaristas, trapezistas e acrobatas é impossível não pensar como estes artistas conseguem ter tanta força e que cada apresentação deve mandar embora centenas de calorias. E claro que vem aquela pontinha de vontade de tentar um movimento ou outro na busca por um corpo perfeito igual ao das profissionais, não é mesmo? Isso já é realidade em diversas academias do país, por meio das aulas de circo.

Os ensinamentos têm ganhado cada vez mais adeptas e feito sucesso entre a mulherada, principalmente para quem não gosta de musculação, já que os exercícios das aulas circenses são tão poderosos quanto puxar ferro, podendo queimar até 300 calorias em uma hora de atividade. “Geralmente, as aulas costumam englobar, principalmente, a acrobacia, que é a disciplina básica do circo. E numa escala menor, são dadas aulas de malabares, pernas de pau e exercícios aéreos, como trapézio e tecido”, explica Cristiane Pereira, professora de educação física e personal trainer, de São Paulo.

As atividades começam com o aquecimento das articulações e alongamentos. Na sequência são realizados os exercícios de acrobacias solo (cambalhotas, estrelas e parada de mão) e trampolim. Em seguida, conforme a identificação de cada um, os alunos partem para os exercícios de acrobacias aéreas, tecido e trapézio físico.

Corpo durinho
Durante um movimento e outro é possível definir músculos dos membros superiores, inferiores e abdômen, além de ganhar flexibilidade, melhorar a coordenação motora e corrigir a postura.

A aluna Giulia Russo, de 25 anos, faz aulas de circo há 9 meses e já reparou nos benefícios. “A maior diferença que sinto é que estou muito mais forte e meus músculos mais definidos. Além de ser um ótimo exercício, as aulas são divertidas e lúdicas, me sinto muito mais leve”, conta.

Com bastante cuidado
Claro que todos esses movimentos são realizados com bastante segurança, já que além de equipamentos como cintos, redes e colchões, os professores também estão por perto, para garantir que os alunos não se machuquem. Principalmente envolvendo as lesões musculares, que são as mais comuns. A professora diz que contusões, distenções e estiramentos acontecem sempre. “Para que esses acidentes não aconteçam é imprescindível que o aluno siga todos os procedimentos de segurança, além de alongar-se bem antes das aulas”, afirma.

Conheça um pouco mais sobre alguns dos exercícios:
Tecido:
Aparelho aéreo que tem como característica o trabalho simultâneo dos membros superiores e inferiores. Consiste em pendurar-se, enrolar-se no tecido e realizar quedas, posições invertidas ou posturas estáticas. Esse equipamento trabalha todos os grupos musculares, com ênfase nos membros superiores e costas. Melhora a flexibilidade, a agilidade, a resistência e a força dos membros superiores.

Malabares: Modalidade que tem como objetivo trabalhar a concentração, a destreza e habilidade de manipulação de objetos. Pode também ser executada com os pés. Seus aparelhos são: bolinhas, bolas de contato, claves, aros, swing, pratos e lenços.

Acrobacias de Solo: Nesta modalidade os alunos aprendem movimentos ginásticos como rolamentos, parada de mão e saltos mortais. Neste grupo de atividades entram também as pirâmides humanas, nas quais os praticantes são divididos da seguinte forma: os maiores ficam em baixo e são chamados de base ou portô, eles sustentam pessoas menores e mais leves que são chamadas de volantes. Todos devem se equilibrar estaticamente quando a figura estiver formada por cerca de cinco segundos. É uma modalidade divertida, que auxilia na socialização dos alunos, trabalho em equipe, superação das dificuldades e cooperação.






Foto: Stock.Xchng
 
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