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Dinheiro trás felicidade?

Uma Ferrari, um iPod e uma casa na praia lhe faria feliz? Provavelmente, mas será que dinheiro é tudo? O que te faz feliz? É só dinheiro?

Depois de “De onde viemos?”, “Para onde vamos?” e “Qual o sentido da vida?”, esta é, provavelmente, a pergunta que mais perturba as mentes humanas. É difícil se sentir bem consigo quando se tem muitas contas a pagar e pouco dinheiro no bolso. Mas também não é nada fácil ter dinheiro sem a alegria de se trabalhar no que gosta.

“Tudo estava ótimo até quando resolvi ficar rico”
Rafael, nome fictício dado ao dono de uma das maiores redes de fast food de São Paulo e que não quis ter seu nome revelado, conta que quanto mais sua empresa foi crescendo, mais infeliz foi ficando. “Tudo estava ótimo, até quando resolvi abrir franquias e ficar rico, ganhar dinheiro sem ter que trabalhar, apenas emprestando a minha marca. Aí vi como o dinheiro vem fácil e a dor de cabeça também”, conta Rafael, que hoje tem seu negócio em risco devido à perda de controle da situação e suas várias licenças tiradas para fazer terapia.

Uma nova doença
Rafael é uma das vítimas da chamada \"síndrome da riqueza repentina\", que não só trás problemas psicológicos, como aquele famoso nariz empinado, mas também gera graves casos de stress e depressão.

A Suécia, um dos países com maior IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) do mundo, tem também a maior taxa de suicídios no planeta. Já de acordo com a New Economics Foundation, o país que tem a população que se diz mais feliz e satisfeita com a vida que leva é Costa Rica, na subdesenvolvida América Central.

Classe média consumista
Pesquisas realizadas nos Estados Unidos mostram que a relação entre dinheiro e felicidade é muito mais forte quando a renda de uma pessoa vai até US$20 mil anuais. De acordo com o último censo do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), o índice de satisfação dos brasileiros com seu estilo de vida varia pouco de acordo com a classe social, porém, entre a classe média o índice é menor (52%) se comparada às classes mais altas (59%) e mais pobres da população (54%). “O anseio e a sensação de necessidade de consumo é muito mais forte na classe média. Isso explica por que as pessoas com menos condições financeiras não dão tanto valor ao dinheiro e são felizes e também por que tantos milionários se consideram infelizes, tem problemas cardíacos e até de relacionamento familiar”, explica Ana Cláudia Aderneira, psicóloga da Universidade de São Paulo.

Mas afinal, dinheiro traz felicidade? Não. E nem manda buscar. O que trás felicidade é... Bom, aí só você pode saber o que te faz feliz, mas com certeza não é só dinheiro.




Foto: Stock.Schng
 
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