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Choros e gritos: mantenha a calma!

A grande maioria das crianças adora fazer uma birra se algo não acontece conforme elas gostariam, e isso vem junto com o choro e gritarias. Então, para não passar vergonha em ambientes públicos é preciso muita conversa e psicologia

É hora de ir ao shopping para passear, mas toda criança imagina que vai ao local para comprar diversos brinquedos, independente se é Natal ou dia do aniversário. E ao passar por uma loja repleta de itens de deixar qualquer pequeno de boca aberta, o filhote não pensa duas vezes, começa a pedir insistentemente para seus pais, e ao ouvir o famoso “não” abre aquele berreiro. Nesse momento as reações são diversas. Alguns saem arrastando a criança pelos corredores, outras gritam e têm aqueles que resolvem com a palmadinha.

Segundo os psicólogos, todos esses métodos estão totalmente errados, já que é preciso, antes mesmo de sair de casa, apontar os motivos pelos quais a família está indo ao shopping. “Explicar que é um simples passeio, que vão tomar um lanche e apenas isso. Mesmo assim, é preciso combinar com a criança que se caso ela fizer algum escândalo por causa de um brinquedo vai ficar de castigo ou não poderá utilizar o brinquedo que mais durante alguns dias”, ensina Stela Lobato, psicóloga e pós-graduada em Saúde Perinatal, Educação e Desenvolvimento do bebê, pela Faculdade de Saúde da Universidade de Brasília.

E os pequenininhos...
Para as crianças abaixo dos dois anos, que ainda estão aprendendo o que são regras, é preciso que os adultos tenham ainda mais paciência, mas nunca esquecer que o pequeno precisa reconhecer quando ultrapassou o limite acordado. E caso o combinado tinha sido comprar um presente, é preciso lembrar sempre que é somente um único brinquedo e se comprarem dois, explicar que eles equivalem a um. “Desde cedo elas merecem esta justificativa, pois ajuda a fortalecer o hábito dos pais a manter um diálogo franco com as crianças”, acrescenta Stela.

Eles não param de chorar
Agora, se mesmo com bastante conversa, o pequeno fez birra a solução é automaticamente retirar a criança do local onde está, sem violência e conversar em um lugar reservado. “É importante que o filho ou a filha coloque para fora esta raiva que está sentindo. Afinal de contas, chorar e gritar faz parte do seu desenvolvimento, o que não pode acontecer é que isso se torne público e que os pais não sentem para conversar e explicar que não pode agir dessa maneira e tudo o que havia sido combinado”, comenta Clarissa Kahn, psicóloga de Brasília.

Outra dica bastante interessante, apontada por Stela é seguir os cinco passos para a Preparação Emocional, segundo o livro “Inteligência emocional e a arte de educar nossos filhos”, de John Gottman:

1 - Perceba a emoção da criança. Provavelmente ela está frustrada por não ganhar um brinquedo que ela queria tanto.
2 - Reconheça a emoção como uma oportunidade de intimidade e orientação. Nesse momento, a criança esta fragilizada e sensível. Quando ela se sentir compreendida, seu vínculo e confiança com os pais certamente aumentará.
3 - Quando perguntar para seu filho qual o motivo dele estar chorando, esteja atenta ao que a criança disser. Caso ela não saiba se expressar claramente, pode apontar pro brinquedo, por exemplo, sinalizando que o deseja.
4 – É importante verbalizar as emoções, ou seja dizer por exemplo: \"Você está chorando, pois queria muito ganhar aquele brinquedo, não é mesmo? Você ficou triste, pois não vamos comprá-lo. Sim, eu entendo! Também fico triste quando acontece algo diferente do que eu esperava.\" E com a isso, a criança vai passar a prestar mais atenção na conversa. Se ela continuar chorando, os pais podem dizer: “Quando você chora, eu não entendo o que você quer dizer. Pare de chorar pra me explicar o que te deixou chateado.”
5 - Impondo limites e ajudando a criança a encontrar soluções. Depois que a criança se sentir compreendida, ela tenderá ficar mais calma. Quando chegar nesse ponto, os pais podem explicar o combinado, relembrando-o.

“Entretanto, para os pais darem conta dessa preparação emocional, é preciso estar calmo, paciente, tranquilo. Não faça isso se tiver muito nervoso ou cansado, com pressa. Portanto, vá preparado”, finaliza Stela Lobato.




Foto: StockPhotos
 
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