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Xô, baixo astral!

Com a correria do dia a dia, que envolve trabalho, filhos, marido e amigos, cresce o número de mulheres com depressão

A vida moderna trouxe às mulheres muitas conquistas e status perante a sociedade. Porém, com o aumento de responsabilidades, elas estão sempre por aí resolvendo problemas. Seja no trabalho, conversando com a babá, para saber se o filho almoçou direito e fez a lição, ou então, sempre de olho na aparência, para manter estável o relacionamento com o marido. Sem esquecer de estar em contato com os amigos e tentar comparecer às reuniões. Com tantos compromissos, chega certo momento que o corpo e a mente se sentem cansados, e isso pode vir acompanhado de outra sensação: a tristeza. O maior problema é que esse sentimento pode se transformar em depressão, um mal que cresce cada vez mais entre as mulheres e que pode e deve ser tratado, fazendo com que os sintomas diminuam drasticamente em até 80% dos casos.

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), a doença atinge cerca de 340 milhões de pessoas em todo o mundo. Só no Brasil, estima-se 13 milhões de depressivos, sendo que mais da metade desse número são representados pelas mulheres, já que a proporção é de dois casos entre elas para cada caso entre eles. Por este motivo é importante estar atenta aos sintomas, que normalmente são percebidos primeiramente pelos mais próximos da pessoa doente.

E estas reações são: falta de sono, alterações no apetite, mudanças no humor, sentimento de profunda tristeza e sensação de vazio. “Dificuldade de lidar com as tarefas rotineiras do seu dia a dia, apatia, falta de sentido de estar viva, tristeza profunda, choro frequente, vontade de ficar dormindo o dia inteiro e vontade de morrer são alguns dos sintomas”, afirma a psicóloga Lígia Baruch, formada pela Universidade Federal da Bahia e mestranda em Família e Comunidade pela PUC-SP. Mas é na postura da pessoa que os demais notam algo diferente. “Há mudanças hormonais, que se manifestam na queda do nível de vitalidade geral do organismo e são visíveis, aos mais atentos, na fisionomia e postura caída da pessoa deprimida”, completa a psicóloga.

Pós-parto
Segundo artigo da psicóloga clínica Maria Cecília Gimenes Soares, especialista em Psicoterapia Breve pelo Instituto Sedes Sapientiae, em São Paulo, as causas dessa doença podem ter origem biológica, emocional ou as duas simultaneamente. Após o parto, os níveis de hormônios sexuais femininos variam, há alteração no metabolismo e na transmissão dos neurotransmissores, o que causa uma séria mudança de humor na mulher. Para Maria Cecília, as mudanças na rotina, noites mal dorminas, gasto da mais energia e a fadiga ocasionada pelo parto, ajudam para que os problemas da mulher se tornem maiores. O tratamento requer ajuda da família, ginecologistas, psiquiatras e acompanhamento de um psicólogo, sendo que tratado adequadamente a doença pode passar mais facilmente.

No tratamento em geral, pode-se dizer que a participação de amigos e da família é necessária. Além disso, o médico psiquiatra, o mais especializado na doença, pode receitar medicamentos antidepressivos. No entanto, há também outros tipos de cuidados que podem vir acompanhados ao tratamento indicado pelo seu médico. Atividades aeróbicas, como caminhadas, corridas, exercícios na bicicleta e esportes no geral, são vistas como um bom acompanhamento. Chocolates, pimentas vermelhas e a acupuntura são conhecidas por liberar endorfina. Muitas pessoas também se beneficiam com florais, aromaterapia, terapia com cores e musicoterapia, tratamentos da medicina alternativa.




Foto: StockPhotos 

 
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