Dorzinha chata

Se o incômodo nos braços, ombros ou joelhos persistem por mais de um ou dois dias, fique atenta, pois pode ser LER

Aquela dorzinha começa devagar, sempre durante ou após a prática de algum exercício físico de repetição, como a musculação ou ao longo do trabalho, quando se passa horas digitando um documento ou ao executar o mesmo movimento diversas vezes. Então, ao terminar as atividades, o incômodo desaparece e você não dá muita importância. Afinal, a dor em atividades físicas de intensidade é sinal de que o músculo está sendo trabalhado e o incômodo no escritório significa que o dia foi muito tenso. E é aí que se encontra o perigo, pois se o problema continuar persistindo, o organismo pode estar sofrendo de LER (Lesão por Esforço Repetitivo). “Cerca de 30 doenças englobam o grupo da LER, e os mais conhecidos são a tendinite, a tenossinovite (na região das mãos) e a bursite. A lesão é responsável pela alteração em tendões, articulações, músculos e nervos”, explica Maurício Póvoa Barbosa, ortopedista e médico do esporte da Clínica Orthobone, em São Paulo.

Segundo Ricardo Nahas, médico do esporte do Hospital Nove de Julho, em São Paulo, após este primeiro estágio, o incômodo se estende para depois da atividade física, com a sensação de dormência e formigamento. “A terceira etapa é quando a dor acontece em situações corriqueiras como ao dirigir, abrir uma porta”, alerta.

Grupo de risco
Segundo estudos desta área, em torno de 80% das pessoas que sofrem desta lesão são mulheres, independente da idade. Por isso, é bom sempre ficar atenta caso esteja realizando atividades com muita força e se sua postura não está correta. “Isto pode fazer com que ocorra a obstrução da circulação sanguínea, impossibilitando a irrigação de estruturas importantes como as artérias e os nervos. E quando isso ocorre, a região sofre a chamada fibrose, que são processos inflamatórios nos músculos, ou seja, a famosa dorzinha”, argumenta Barbosa.

Além disso, é necessário prestar atenção se o trabalho realizado, tanto no escritório como na academia ou no parque é repetitivo. No caso profissional, digitadores, pessoas que levantam muito peso ou trabalham na indústria estão mais propensas a LER. “Por isso, é recomendado uma pausa a cada duas horas. Levantar da cadeira e fazer um rápido alongamento ajuda bastante na prevenção”, ensina Nahas, que também aponta que é importante realizar avaliações físicas antes de qualquer atividade e conhecer os limites do corpo.

Tratamento
De acordo com os profissionais, independente da evolução da doença é indispensável o acompanhamento médico e de um fisioterapeuta. “Remédios antiinflamatórios também são prescritos durante o tratamento, além de recursos alternativos como hidroterapia”, comenta Barbosa.

Outra dica do ortopedista é realizar caminhadas, pois ajuda a estimular a liberação de endorfina, hormônio responsável pelo alívio da dor e relaxamento do corpo.

Foto: StockPhotos 

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