De olho na proteção

Ninguém merece querer aqueles óculos escuros irresistíveis que a Prada acabou de lançar e não ter uma viagem marcada para comprá-lo mais barato, ou aquele conhecido para trazer do free shop. A verdade é que muitas vezes, mesmo comprando fora do país, os preços ainda são muito altos e salgados para o nosso bolso. E então, aquela barraquinha com os mesmos modelos a R$ 15 parece ser a melhor opção e fica difícil passar sem levar nenhum. Mas será que realmente vale a pena? Levando em consideração o lado da saúde, optar por estes modelos está fora de cogitação, já que a maioria dos óculos vendidos em camelôs não possui a proteção que o olho precisa. “É imprescindível que os acessórios tenham lentes de qualidade. Além da proteção mecânica, os óculos com proteção UV filtram os raios nocivos protegendo o cristalino e a retina (partes fundamentais do olho)”, explica Marcelo Campos, oftalmologista do Centro Completo de Oftalmologia, HCO, em Minas Gerais.

E pior: eles ainda podem prejudicar a sua visão. “Quando se usa óculos escuros, a pupila dilata, o mesmo que acontece quando estamos em um ambiente escuro ou quando anoitece. Se os óculos escuros não possuem proteção contra os raios ultravioletas, há o aumento da penetração dos raios UV, o que pode causar ceratite, queimadura na córnea, gerando sintomas de dor e irritação, além de aumentar as chances de se desencadear catarata e degeneração da retina”, alerta Campos. Para não passar por isso, a dica é procurar uma ótica especializada e adquirir um bom óculos com lentes que realmente protejam.

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